O Pulso do Oceano é um sistema local de bóias para monitorizar a nossa costa em tempo real, começando com uma bóia no porto da Baleeira. O sistema foi concebido para ajudar a comunidade local, e além dela, a melhorar o ambiente, a qualidade de vida e a promover a consciencialização sobre as mudanças no nosso meio envolvente.
Os dados são medidos e disponibilizados gratuitamente para todos em tempo real, isto traz novas capacidades tecnológicas de monitorização do oceano ao concelho de Vila do Bispo. O nosso projeto começa num local muito especial: Sagres. O ponto de partida das grandes descobertas do passado.
Uma bóia no porto da Baleeira com sensores de óleo e gasolina. Alertas instantâneos para a Doca Pesca e num painel web público em caso de fugas. Proporciona proteção ao porto e segurança aos visitantes.
A Câmara Municipal tomará a iniciativa de implementar nova tecnologia num local de grande importância.
Duas bóias nas praias do Martinhal e Ingrina para detetar e acompanhar derrames de óleo, lixo, proliferação de algas tóxicas (fitoplâncton nocivo) e depósitos de algas invasoras (biomassa de Rugulopteryx okamurae). Alertas e previsões em tempo real sobre correntes e vento ajudam a mitigar impactos negativos. Sensores acústicos acompanham a atividade de peixe na área, um indicador essencial para compreender o equilíbrio e a qualidade do ecossistema marinho.
Vamos manter o nosso ambiente, famílias e turistas em segurança.
Apoio tecnológico às autoridades locais (ISN/Bombeiros). Aumenta a consciência situacional e reduz drasticamente os tempos de resposta através de vigilância autónoma e modelação de deriva em tempo real.
A intervenção imediata numa situação de perigo é o fator decisivo entre a vida e a morte. O sistema proporciona uma vigilância inteligente, permitindo uma ação rápida nos momentos críticos. Adicionalmente, a eficiência gerada permite cobrir o custo de uma bóia Vigia SOS com a poupança de apenas uma hora de operação aérea.
Após a conclusão da fase 2, planeamos instalar mais 5 a 7 bóias estrategicamente ao longo da costa. Isto permitirá monitorizar toxinas, oxigénio e variações de salinidade, especialmente provocadas pela presença de uma alga invasora, orientando os pescadores para zonas e práticas seguras de captura. Mexilhão e perceves de melhor qualidade para a comunidade local e restauração.
Capturas mais fiáveis para os pescadores, apoiadas pelos nossos dados.
Os dados são partilhados abertamente com todos, permitindo que investigadores locais, estudantes, pescadores, instituições e universidades como o CCMAR estudem a nossa costa (incluindo tendências de algas) de forma autónoma, sem dependência externa. Quanto maior for a rede de bóias, mais dados e mais investigação poderão ser realizados. Mais vendas para restaurantes, capturas de melhor qualidade para pescadores. Dados abertos e em tempo real para todos.
Precisamos do vosso apoio para construir confiança no financiamento coletivo e estabelecer parcerias com entidades como o Instituto Hidrográfico, Capitania de Lagos, ICNF e GRMN. Propomos organizar um seminário com estas entidades, turismo, pescas e comunidade, de modo a apoiar o nosso projeto.
Vamos tornar Vila do Bispo num exemplo de inovação ecológica costeira!